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Por que a análise de água é tão imprescindível?

A água é o principal meio de vida de animais, vegetais e humanos. Sem ela, seria impossível a vida na Terra. A importância da água engloba a disponibilidade e maneiras de preservação desse recurso tão importante para a vida dos seres vivos. Ela está presente na estrutura corporal dos seres humanos e ocupa mais da metade de todo o Planeta Terra. 

Um bem essencial para nossa sociedade, ela também é uma preciosa solução em diversas situações, desde seu uso doméstico com tarefas simples como cozinhar, saciar a sede e lavar roupas, até como principal base para a produção de bens de consumo nos processos de produção dos setores industrial e agropecuário.

A depender do destino da utilização da água, diferentes métodos analíticos são necessários. Podem ser definidos em 3 categorias de análise principais: físicas, químicas e microbiológicas. As propriedades físicas da qualidade da água incluem temperatura e turbidez. As características químicas envolvem o pH e oxigênio dissolvido. Já os indicadores microbiológicos são capazes de identificar a presença de microrganismos patogênicos (capazes de causar doença em um hospedeiro).

A análise física é realizada avaliando as características físicas da amostra, como a cor, odor, sabor, turbidez, e outras. A cor pode ser causada pela presença de minerais como ferro e manganês ou por substâncias de origem vegetal, como algas. Seus testes de cor indicam a eficácia do sistema de tratamento de água.

A turbidez geralmente é causada por sólidos e partículas. Pode ser devido ao solo e também ao crescimento de microrganismos como bactérias. A alta turbidez torna a filtragem cara. Se os sólidos do esgoto estiverem presentes, os patógenos podem ser envoltos nas partículas e escapar da ação do cloro durante a desinfecção.

O odor e sabor estão associados à presença de organismos microscópicos, matéria orgânica em decomposição, algas ou resíduos industriais contendo amônia, fenóis, halogênios e hidrocarbonetos. Embora a cloração dilua o odor e o sabor causados por alguns contaminantes, ela gera um odor desagradável quando adicionada a águas poluídas com detergentes, algas e outros resíduos.

A análise química é realizada para identificar e quantificar os componentes químicos e as propriedades das amostras de água, como pH, dureza, produtos químicos tóxicos e metais. O tipo e a sensibilidade da análise dependem do propósito da análise e do uso previsto da água. Em todos os casos, os resultados da análise fornecem informações que podem ser usadas para tomar decisões ou para fornecer garantia de que as condições são as esperadas.

Os parâmetros analíticos selecionados são escolhidos para serem apropriados para o processo de tomada de decisão ou para estabelecer normalidade aceitável. A análise química da água é frequentemente a base de estudos da qualidade da água, poluição, hidrologia e águas geotérmicas.

Para tal análise, é avaliado o pH, um indicador de acidez ou alcalinidade da água. Seu valor varia de 0 a 14, sendo neutra a água com pH 7. Valores baixos de pH ajudam na cloração efetiva, mas podem causar problemas com a corrosão e também de saúde. O Ministério da Saúde recomenda que a água potável tenha um pH entre 6,0 e 9,5. 

A dureza da água se refere a níveis excessivos de substâncias, geralmente cálcio e magnésio, o que pode trazer um sabor desagradável, além de causar acúmulo e incrustação nas tubulações e tanques. A medida da alcalinidade é de fundamental importância durante o processo de tratamento de água, pois é em função do seu teor que se estabelece a dosagem dos produtos químicos utilizados.

A presença de nitrato e fosfato é um bom indicador de vida vegetal. Contudo, a adição de nitratos e fosfatos artificiais através de detergentes, fertilizantes ou esgotos pode ser prejudicial e resultar em proliferação de algas indesejadas. Também verifica-se a presença de metais, principalmente os de alta toxicidade e que podem prejudicar a saúde humana. O chumbo, por exemplo, pode causar envenenamento crônico, atingindo o sistema nervoso central com consequências graves.

A análise microbiológica é a mais importante por sua capacidade de identificar os microrganismos patogênicos. A presença de bactérias pode indicar a contaminação fecal, seja por fezes de humanos ou animais, muitas vezes é um indício de contaminação por esgoto. A grande preocupação é que podem causar diversas doenças, como diarreia, febre tifoide e infecção intestinal, levando inclusive à morte. O consumo de água contaminada ou seu uso na preparação de alimentos pode resultar em novos casos de infecção. Sua investigação é feita por exame bacteriológico, pesquisando as bactérias do grupo coliforme na água.

Os indicadores de contaminação fecal são dados por uma série de patógenos intestinais, sejam bactérias, vírus ou parasitas. O grupo, denominado de coliformes, tem como principal representante a bactéria Escherichia coli. A água potável e tratada não deve conter microrganismos patogênicos. 

A Portaria de Consolidação nº 5, publicada em dezembro de 2017 pelo Ministério da Saúde, dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Declarando que toda água destinada ao consumo humano, distribuída coletivamente por meio de sistema ou solução alternativa coletiva de abastecimento de água, deve ser objeto de controle e vigilância da qualidade da água. Também declara a necessidade da ausência de Escherichia coli em amostras de 100mL da água para consumo humano, e de coliformes totais em 100mL na saída do tratamento, além de determinar a contagem de bactérias heterotróficas em 20% das amostras mensais.

Apesar de sua obrigatoriedade legal, a análise da água vai além disso. Ter um empreendimento reconhecido por sua preocupação em oferecer não só um serviço, mas também a conservação ambiental e o bem-estar humano inspira confiança. Para isso, é fundamental garantir que a água utilizada na produção de uma empresa não apresente nenhuma categoria de risco.

Pela análise se pode ter certeza de que a água distribuída é de confiança, se está isenta de microorganismos ou substâncias químicas que podem ser prejudiciais à saúde das pessoas. Distribuir água sem antes examiná-la é um tiro no escuro, muitas vezes de consequências irremediáveis. Seus resultados servem ainda para avaliar o dano sobre o ambiente aquático e subsidiar ações para gerenciar e atenuar os impactos ambientais. A partir de uma boa análise é possível estimar exatamente quais ações e quão efetivas elas devem ser para se adequar ao estabelecido por lei.

Fontes: Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde, Palácio do Planalto.